"Pernambuco, 27 de dezembro de 1925
Meu querido amor,
É breve o que tenho a lhe dizer. Desde a sua partida, pus-me a aprender e a formar ideias acerca da revolução. Cheguei à conclusão de que poucos brasileiros têm a coragem que impeliu você e os demais gloriosos tenentes a abdicar de tudo que tinham e ir lutar por uma pátria melhor. Confesso que, a princípio, mostrei-me efusiva simplesmente por minha inabalável crença em você. Se você queria partir, assim o deveria fazer. Foi o sábio tempo que maturou-me o suficiente para compreender a razão do movimento. Formei, então, minhas opiniões e estabeleci minhas esperanças. E, tendo tais ideais em minha essência, não posso mais permanecer paciente neste hierarquizado vale de injustiças que é nosso país. Julgo-me esgotada de desgosto. Espero que possas compreender minha partida de Pernambuco. Quero muito em breve unir-me a você e ajudar o movimento de alguma forma. Para inteirar-lhe melhor de tudo o que se sucedeu, envio-lhe junto à carta o caderno que, no dia da partida, pediu-me para escrever. Tenha sempre em seu pensamento o meu amor por você e a veemência de nossa paixão. A terra não pode separar aquilo que o céu uniu.
Eternamente sua,
Amália"
Querida Amália de Azevedo, não consigo entender como uma mulher feito a senhora , que teve instruções , acompanhou o crescimento de nosso amado país, consegue ainda apoiar este terrível movimento , mesmo tendo o seu amado longe de ti. Estas revoltas não levaram a nada o futuro de nosso páis , só irá atrapalhar-lo em seu desenvolvimento.
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